sábado, 9 de junho de 2012

Sem titulo pra você!



“Did I not tell you that I'm not like that girl?
The one who gives it all away”
Avril lavigne
Ei mocinha, você pensou que mentia pra mim? Que todas as mil vezes que eu te perguntei sobre esse amor e você negou, você acha que eu acreditei? Você percebeu quantas vezes eu insisti nesse amor aí no seu peito? Pois é, ninguém fala de alguém com brilhos tão, tão brilhantes se não for com amor, e o mais engraçado é esse seu brilho, esse movimento nos seus lábios quando você fala de todo esse amor escondido nas suas palavras, eu já sabia, já sabia desse seu medo, pois afinal garotas fortes não falam a verdade sobre seus sentimentos não é mesmo?! Eu sei que sempre vai ser assim, você vai esconder tudo, e depois vai cuspir tudo na minha cara, na hora certa, quando de alguma forma já lhe fizer mal e você perceber que essa mentira não te faz mais dormir a noite, você sabe que eu sei, não precisa se desculpar, pois afinal eu já sabia, lembra de todas as vezes que você negou e eu simplesmente cantarolava ou colocava um sorrisinho sarcástico no rosto?  Eram nessas horas que eu via o tanto que você queria acreditar nas palavras que você dizia, mais nem você mesma acreditava, ainda me chamava de cachorra por eu não acreditar nas suas palavras bestas cheias de amor. E é, agente vai rir muito disso, se você não estiver com um sorrisinho besta na cara agora (kkkkkk).
Eu sempre te disse que aquele jeito de te amar era o jeito certo, e você sempre concordou, mais nunca admitiu com as palavras, seus olhos já sabiam, mais a sua boca não deixava as palavras saírem, não queria que você iludisse ninguém, não queria que você se iludisse com um amor que não sabe o jeito certo de te amar, mais afinal eu sou uma filha da puta em dizer isso, porque tem alguém que eu amo agora se culpando, e eu aqui te ajudando, eu aqui sendo a cúmplice da sua tentativa de fuga, eu tentei avisar de todas as formas, tentei ser menos chata o possível, ai te deixei livre, e você fez merda! Acredite, foi a merda certa que você nem deveria ter começado a fazer, que você nem deveria ter começado a se enganar sabendo que o jeito certo de ser amada não era esse, que o jeito certo de te ama é aquele bem clichê que você ama, cheio de mimo e paparicos, sabendo que depois dele você não conseguiria amar ninguém, que toda vez que você visse aquela estrela, que você visse aquele banco, que você visse aquela sorveteria você lembraria da forma de amar corretamente, aquela forma correta que poucas pessoas sabem te amar, entender seus dias, seus olhares, beijar a sua testa nas horas de fúria, te jogar na parede, comer aquele pote de sorvete, aquela forma que você não precisa ensinar, aquela que agente já aprendeu, afinal quem vai odiar suas qualidades e amar os seus defeitos?



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