sexta-feira, 29 de junho de 2012

Então, apenas feche os olhos e sinta-se só!!


Eu passo tanto tempo só que quando há muita gente a minha volta eu paro e esculto meus pensamentos como se estivesse só, é involuntário e preciso, porque no meio de tantos detalhes é preciso parar e recompor os pensamentos, como aquele homem sentado no metro eu seria, sem controle algum ele pensava tão alto que seus olhos expulsavam as palavras, o olhar dele se fascinava a cada canto novo que ele observava, e aqueles outros olhares o julgavam porque na mente não lhe cabiam mais os pensamentos e ele pensava alto fascinado com algo que eu não pude escutar, e eu ali sentada observava as vezes intensamente quase sem querer o brilho dos olhos dele, queria eu compartilhar a alegria dos loucos que expulsam palavras sem medo, partilham de pensamentos que fascina qualquer tristeza, eu não consigo mais, não posso mais, sei La, é inevitável não observar os movimentos, os olhares, os incômodos e todos os desencontros, meus pensamentos são tão intensos que meu rosto se fecha, é sem querer, não é exclusão, é necessidade de organizar os pensamentos, necessidade de mantê-los guardados, sem deixar que nenhuma palavras seja concebida, é a minha maior indigência, meu maior defeito, pensar demais. E aqueles pequenos detalhes inúteis fazem de tudo uma bagunça, é como uma bagunça externa, são as pequenas coisas que vão bagunçando um quarto, assim são os pensamentos, são os detalhes ínfimos que se agrupam e bagunçam tudo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário